The Hidden Costs of Brazilian Journalism: Precarity and Violence Against Women Journalists

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17231/comsoc.49(2026).6483

Keywords:

women journalists, labour casualisation, journalism and gender, crisis in journalism, Perfil do Jornalista Brasileiro

Abstract

The crises and transformations affecting journalism over the past decade have shaped journalists’ work in multiple ways — both generally and with specific consequences for women. This article examines how dimensions of labour casualisation and work-related risks disproportionately burden Brazilian women journalists and how this affects their physical and mental health. The analysis is based on a comparison between men and women, assessing working conditions, health outcomes, and the forms of violence experienced as a result of professional activity. The study draws on data from Perfil do Jornalista Brasileiro (Profile of the Brazilian Journalist; Lima et al., 2022), a demographic survey conducted with 3,100 respondents between August and October 2021. The principal finding indicates that the scenario is challenging for both genders, with women experiencing the effects of the sector’s crisis with particular intensity across all dimensions. This may contribute to the process of defeminisation of Brazilian journalism — or the reduction in the number of women in the profession — over the past decade. Women were found to be more vulnerable to work-related health problems and to forms of violence arising from interpersonal relationships with colleagues and managers, which professional routines and practices may obscure. In contrast, male journalists are more likely to be exposed to external aggressors.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Janara Nicoletti, Medienwissenschaft, Philosophische Fakultät, Universität Siegen, Siegen, Germany

Janara Nicoletti is a professor and researcher in the Department of Communication Studies at the University of Siegen. She holds a master’s degree and a PhD in Journalism from the Graduate Program in Journalism at the Federal University of Santa Catarina. Her research focuses on journalists’ working conditions, violence against the press, and news quality. She was awarded the Adelmo Genro Filho Prize for best thesis in 2020 by the Brazilian Association of Journalism Researchers. Nicoletti is a research fellow at the Erich Brost Institute for International Journalism at the Technical University of Dortmund, co-leads the Latin America and Caribbean regional group of the Journalism Safety Research Network, and is an affiliated researcher at the Observatory of Journalistic Ethics at the Federal University of Santa Catarina and the Journalists’ Work and Identity Research Network.

Andressa Kikuti-Dancosky, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brazil

Andressa Kikuti-Dancosky is a professor in the Department of Journalism at the Federal University of Santa Catarina. She holds a PhD and is a postdoctoral researcher in the Graduate Program in Journalism at the same institution. Her research focuses on journalists’ career trajectories and local journalism serving the public, with funding from the Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina and the National Council for Scientific and Technological Development. She received an honorable mention in the 2024 Adelmo Genro Filho Prize for best thesis, awarded by the Brazilian Association of Journalism Researchers. Kikuti-Dancosky is an affiliated researcher of the Research Network on Work and Identity in Journalism.

Jacques Mick, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brazil

Jacques Mick is a professor in the Department of Sociology and Political Science at the Universidade Federal de Santa Catarina. He teaches in the graduate programmes in Journalism, Sociology, and Political Science at the same institution. He is a research fellow of the National Council for Scientific and Technological Development and leader of the research group Structural Transformations in Journalism. Since 2022, he has served as pro-rector for Research and Innovation at the Federal University Santa Catarina.

References

Accardo, A. (1995). Journalistes au quotidien: Essais de socioanalyse des pratiques journalistiques. Le Mascaret.

Alves, G. (2013). Dimensões da precarização do trabalho: Ensaios de sociologia do trabalho. Canal 6 Editora.

Antunes, R. (1999). Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. Cortez Editora.

Antunes, R. (2005). Os sentidos do trabalho. Boitempo.

Bandeira, A. P. B. S. (2019). Jornalismo e feminização da profissão: Um estudo comparativo entre Brasil e Portugal [Tese de doutoramento, Universidade Federal de Pernambuco].

Bandeira, O., Mendes, G., & Pasti, A. (Eds.). (2023). Quem controla a mídia? Dos velhos oligopólios aos monopólios digitais. Coletivo Intervozes; Veneta.

Barton, A., & Storm, H. (2014). Violence and harassment against women in news media: A global picture. International Women’s Media Foundation. https://e1.nmcdn.io/assets/iwmf/wp-content/uploads/2018/06/Violence-and-Harassment-against-Women-in-the-News-Media.pdf

Bastin, G. (2016). Gravitation, aléa, séquence. Variations sociologiques autour du concept de carrière. In D. Demazière & M. Jouvenet (Eds.), La sociologie d’Andrew Abbott (Vol. 2, pp. 195–216). Presses de l’EHESS.

Bulhões, J., & Renault, D. (2016). A precarização da prática jornalística: Uma revisão bibliográfica sobre o impacto das condições de trabalho na saúde e na qualidade de vida do jornalista. Parágrafo, 4(2), 165–174.

Charron, J., & Bonville, J. de. (2016). Natureza e transformação do jornalismo (P. Reuillard, Trad.). Insular. (Trabalho original publicado em 2004)

Damian-Gaillard, B., & Saitta, É. (2016). Feminização e transformações das práticas jornalísticas: O exemplo do jornalismo político na imprensa diária francesa. Parágrafo, 4(2), 128–137.

Dardot, P., & Laval, C. (2016). A nova razão do mundo: Ensaio sobre a sociedade neoliberal (M. Echalar, Trad.). Boitempo. (Trabalho original publicado em 2009)

Decreto-Lei Nº 5.452, de 1º de Maio de 1943. (1943). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm

Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. (s.d.). Pesquisa nacional da cesta básica de alimentos. Retirado a 13 de março de 2024, de https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html#2021

Deuze, M. (2023). Considering mental health and well-being in media work. Australian Journalism Review, 45(1), 15–26. https://doi.org/10.1386/ajr_00115_7

Deuze, M., & Witschge, T. (2016). O que o jornalismo está se tornando (R. Grohmann, Trad.). Parágrafo, 4(2), 6–21.

Druck, G. (2011). Trabalho, precarização e resistências: Novos e velhos desafios? Caderno CRH, 24(1), 37–57. https://doi.org/10.1590/S0103-49792011000400004

Dubet, F. (2014). Injustiças: A experiência das desigualdades no trabalho (I. Ribeiro Valle & N. Valle, Trads.). Editora UFSC. (Trabalho original publicado em 2006)

Federação Nacional dos Jornalistas. (2021). Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil: Relatório 2020. https://fenaj.org.br/wp-content/uploads/2021/01/relatorio_fenaj_2020.pdf

Federação Nacional dos Jornalistas. (2022). Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil: Relatório 2021. https://fenaj.org.br/wp-content/uploads/2022/01/FENAJ-Relatório-da-Violência-Contra-Jornalistas-eLiberdade-de-Imprensa-2021.pdf

Federação Nacional dos Jornalistas. (2023). Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil: Relatório 2022. https://fenaj.org.br/wp-content/uploads/2023/01/FENAJ-Relat%C3%B3rio-2022.pdf

Federação Nacional dos Jornalistas. (2024). Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil: Relatório 2023. https://fenaj.org.br/wp-content/uploads/2024/01/Relato%CC%81rio-da-Viole%CC%82ncia-2023.pdf

Federici, S. (2017). Calibã e a bruxa: Mulheres, corpo e acumulação primitiva (Coletivo Sycorax, Trad.). Elefante. (Trabalho original publicado em 2004)

Figaro, R., Marques, A. F., Camargo, C. A., Rebechi, C. N., Oliveira, D. F., Kinoshita, J. O., Barros, J. V., Moliani, J. A., Silva, N. R., & Santana, Y. A. (2021). Os comunicadores no contexto de um ano da pandemia de COVID-19. Líbero, (49), 61–89.

Figaro, R., Nonato, C., & Grohmann, R. (2013). As mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas. Atlas.

Gago, V. (2018). A razão neoliberal: Economias barrocas e pragmática popular. Elefante.

Gollmitzer, M. (2019). Employment conditions in journalism. In Oxford research encyclopedia of communication (pp. 1–28). Oxford University Press. https://doi.org/10.1093/acrefore/9780190228613.013.805

Guilhermano, L., & Fonseca, V. P. S. (2021). Rotinas intensas e sofrimento na formação da identidade profissional: Um estudo com jornalistas que vivenciaram a transição para o período pós-industrial. Revista Fronteiras – Estudos Midiáticos, 23(1), 161–170. https://doi.org/10.4013/fem.2021.231.13

Heloani, R. (2003). Mudanças no mundo do trabalho e impactos na qualidade de vida do jornalista (Relatório de pesquisa nº 12/2003). EAESP/FGV/NPP.

Heloani, R. (2006). O trabalho do jornalista: Estresse e qualidade de vida. Revista Interações, 12(22), 171–198.

Hirata, H. (2011). Tendências recentes da precarização social e do trabalho: Brasil, França, Japão. Caderno CRH, 24(1), 13–20. https://doi.org/10.9771/ccrh.v24i1.19218

Iesue, L., Hughes, S., Moreira, S. V., & Sousa, M. (2021). Risk, victimization and coping strategies of journalists in Mexico and Brazil. Sur le Journalisme, About Journalism, Sobre Jornalismo, 10(1), 62–81. https://doi.org/10.25200/SLJ.v10.n1.2021.454

International Labour Organization, & Özyeğin University. (2024). Perceptions and experiences of workplace violence and harassment research report. International Labour Organization.

Kikuti Dancosky, A. (2023). Risco biográfico e trajetórias profissionais de jornalistas no Brasil: Uma análise longitudinal feminista de 3 mil currículos do LinkedIn [Tese de doutoramento, Universidade Federal de Santa Catarina]. Repositório Institucional da UFSC. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/257886

Kikuti Dancosky, A., Rocha, P. M., & Mick, J. (2022). Masculização e desfeminilização no jornalismo em crise no Brasil (2012-2017). Estudos Feministas, 30(2), 1–16. https://doi.org/10.1590/1806-9584-2022v30n275032

Lelo, T. V. (2019). Reestruturações produtivas no mundo do trabalho dos jornalistas: Precariedade, tecnologia e manifestações da identidade profissional [Tese de doutoramento, Universidade Estadual de Campinas].

Lima, S. P. (2018, 7–9 de novembro). Os impactos do mercado jornalístico na vida dos trabalhadores: Um estudo sobre indicadores de saúde dos jornalistas brasileiros [Apresentação de comunicação]. 16º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, São Paulo, Brasil.

Lima, S. P., Mick, J., Nicoletti, J., Barros, J. V., Paes Henriques, R., Moliani, J. A., Patrício, E., Pereira, F. H., Zacariotti, M., Santiago, A., Marciano, C., Peixoto, C., Mallmann, J. P., Bezerra, K., Furtado, K. W. K., & Nava, M. (2022). Perfil do jornalista brasileiro 2021: Características sociodemográficas, políticas, de saúde e do trabalho. Quórum Comunicações. https://perfildojornalista.paginas.ufsc.br/files/2022/06/RelatorioPesquisaPerfilJornalistas2022x2.pdf

Mazotte, N., & Toste, V. (2017). Mulheres no jornalismo brasileiro. Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo; Gênero e Número. http://mulheresnojornalismo.org.br/12901_GN_relatorioV4.pdf

Mick, J., & Lima, S. (2013). Perfil do jornalista brasileiro: Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012. Insular.

Moura, D. O., Rocha, P. M., Damian-Gaillard, B., & Le Cam, F. (2018). Gender intersectionality and horizontal and vertical concentration of women journalists in Brazil, France, and Belgic Francophone’s journalism. An introduction to the question. In Brazil-France-Francophone Belgium journalism research conference: The sociocultural frontiers of journalism in Brazil and in Francophone space (pp. 1–11). SBPJor.

Moura, D. O., & Santos, D. S. (Eds.). (2022). Vá no seu tempo e vá até o final: Mulheres negras cotistas no marco dos 60 anos da UnB. Editora UnB. https://doi.org/10.26512/9786558461210

Nicoletti, J. (2020). Precarização e qualidade no jornalismo: Condições de trabalho e seus impactos na notícia. Insular.

Nicoletti, J., & Figaro, R. (2024). Platform economy and journalism: Another side to the precarious labor environment in Brazil. Observatorio (OBS*), 17(5), 154–169. https://doi.org/10.15847/obsOBS17520232423

Örnebring, H. (2018). Journalists thinking about precarity: Making sense of the ‘new normal’. International Symposium Online Journalism, 8(1), 109–126.

Pontes, F. S. (2017). Desigualdades estruturais de gênero no trabalho jornalístico: O perfil das jornalistas brasileiras. E-Compós, 20(1), 1–15. https://doi.org/10.30962/ec.1310

Posetti, J., & Shabbir, N. (2022). The chilling: A global study of online violence against women journalists. ICFJ. https://www.icfj.org/sites/default/files/2023-02/ICFJ%20Unesco_TheChilling_OnlineViolence.pdf

Quintanilha, T. L. (2023). Uma nova forma de precariedade (da prática)? A descompetencialização profissional no centro do sequestro da qualidade no jornalismo. Comunicação e Sociedade, 44, Artigo e023019. https://doi.org/10.17231/comsoc.44(2023).4622

Reimberg, C. O. (2015). O exercício da atividade jornalística na visão dos profissionais: Sofrimento e prazer na perspectiva teórica da psicodinâmica do trabalho [Tese de doutoramento, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital USP. https://doi.org/10.11606/T.27.2015.tde-26062015-161358

Rick, J. (2024). Acutely precarious? Detecting objective precarity in journalism. Digital Journalism, 13(3), 542–561. https://doi.org/10.1080/21670811.2023.2294995

Rocha, P. M. (2019). A feminização no jornalismo como uma categoria de análise em construção: Transformações no mercado de trabalho, dissimetrias estruturais e conquistas [Monografia, Universidade Estadual de Ponta Grossa].

Sennett, R. (2015). A corrosão do caráter: As consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo (M. Santarrita, Trad.). Record. (Trabalho original publicado em 1998)

Slavtcheva-Petkova, V., Ramaprasad, J., Springer, N., Hughes, S., Hanitzsch, T., Hamada, B., Hoxha, A., & Steindl, N. (2023). Conceptualizing journalists’ safety around the globe. Digital Journalism, 11(7), 1211–1229. https://doi.org/10.1080/21670811.2022.2162429

Standing, G. (2014). O precariado. A nova classe perigosa (C. Antunes, Trad.). Autêntica. (Trabalho original publicado em 2011)

Steiner, L. (2017). Gender and journalism. In Oxford research encyclopedia of communication (pp. 1–21). Oxford University Press. https://doi.org/10.1093/acrefore/9780190228613.013.91

Steiner, L., & Chadha, K. (2022). Introduction: Global precarity’s uneven impacts on journalism. In K. Chadha & L. Steiner (Eds.), Newswork and precarity (pp. 1–12). Routledge.

Veiga da Silva, M. (2014). Masculino, o gênero do jornalismo: Modos de produção das notícias. Insular.

Published

2026-03-24

How to Cite

Nicoletti, J., Kikuti-Dancosky, A., & Mick, J. (2026). The Hidden Costs of Brazilian Journalism: Precarity and Violence Against Women Journalists. Comunicação E Sociedade, 49, e026008. https://doi.org/10.17231/comsoc.49(2026).6483

Similar Articles

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

You may also start an advanced similarity search for this article.