Desinformação Climática no TikTok no Brasil: Ciência e Autoridades Epistêmicas em Disputa

Autores

  • Julia Noia Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0009-0007-6626-4032
  • Luisa Massarani Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5710-7242
  • Luana Cruz Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2169-3048
  • Amanda Medeiros Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0003-4491-4245
  • Vanessa Fagundes Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Belo Horizonte, Brasil https://orcid.org/0000-0002-8018-8490
  • Luiz Felipe Neves Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Goiânia, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5994-9494

DOI:

https://doi.org/10.17231/comsoc.48(2025).6334

Palavras-chave:

desinformação climática, plataformas, redes sociais, TikTok

Resumo

Os recordes na temperatura média da Terra e a reincidência de eventos extremos tornaram as mudanças climáticas agenda central de organizações internacionais e governos de todo o mundo. A crise epistêmica da ciência, em paralelo com o avanço de sistemas de crenças individuais, acende um alerta sobre a propagação de desinformação climática, sobretudo com a midiatização do cotidiano em plataformas de redes sociais. Neste artigo, analisamos os sentidos circulados em conteúdos desinformativos sobre mudanças climáticas publicados no TikTok, para identificar quais atores, recursos técnicos e estratégias discursivas foram mobilizados para reforçar narrativas acerca do tema. Com esta finalidade, recorremos a procedimentos metodológicos vindos da análise de conteúdo para examinar materiais desinformativos selecionados randomicamente no TikTok a partir das palavras-chave “mudança climática”, “mudanças climáticas” e “aquecimento global”. Foram analisados 207 vídeos. Nossos resultados evidenciam um percentual alto (71%) de materiais recortados ou descontextualizados no TikTok que recorrem a argumentos científicos ou jornalísticos para propagar factoides sobre as mudanças climáticas. Contraditoriamente, os principais vetores da desinformação são profissionais da ciência ou jornalistas (34%), cujo capital científico é mobilizado em vídeos para desinformar, com ou sem intencionalidade do protagonista. Assim, os resultados apontam que há instrumentalização da ciência e mobilização de cientistas para promover uma desordem informacional baseada em exageros quanto às mudanças climáticas e seus desdobramentos, demandando ações coletivas igualmente complexas para mitigar tais efeitos.

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Biografias Autor

Julia Noia, Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

Julia Noia é jornalista e mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É pesquisadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia.

Luisa Massarani, Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

Luisa Massarani é doutora em Gestão, Educação e Difusão em Biociências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz. É bolsista produtividade A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Cientista do Nosso Estado da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.

Luana Cruz, Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

Luana Cruz é doutora em Estudo de Linguagens pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. É pesquisadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia e professora nos cursos de pós-graduação em Criação Publicitária e Produção Audiovisual, Produção em Jornalismo Digital, Comunicação Estratégica nas Organizações, Estratégias de Alta Performance em Comunicação Digital da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É jornalista no Projeto Ilíada, da Rede Nacional de Educação e Pesquisa.

Amanda Medeiros, Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil/Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

Amanda Medeiros é doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É bolsista de pós-doutorado Nota 10 da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde. É também pesquisadora junto ao Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia.

Vanessa Fagundes, Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Belo Horizonte, Brasil

Vanessa Fagundes é doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. É pesquisadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia e professora no curso de pós-graduação em Comunicação Pública da Ciência — Amerek — da Universidade Federal de Minas Gerais. É coordenadora da Assessoria de Comunicação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.

Luiz Felipe Neves, Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, Goiânia, Brasil

Luiz Felipe Neves é doutor em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz, com período sanduíche na Universidade de Exeter (Reino Unido). É mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e graduado em Comunicação Social/Jornalismo, com especialização em Assessoria de Comunicação e Marketing. É técnico administrativo em educação, no cargo de jornalista, na Secretaria de Comunicação da Universidade Federal de Goiás. Integra o Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia.

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Publicado

29-12-2025

Como Citar

Noia, J., Massarani, L., Cruz, L., Medeiros, A., Fagundes, V., & Neves, L. F. (2025). Desinformação Climática no TikTok no Brasil: Ciência e Autoridades Epistêmicas em Disputa. Comunicação E Sociedade, 48, e025024. https://doi.org/10.17231/comsoc.48(2025).6334

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