Os jovens e o cinema português: a (des)colonização do imaginário?

Autores

  • Isabel Macedo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.17231/comsoc.29(2016).2420

Palavras-chave:

Cinema, memória social, (des)colonização, estereótipos, relações interculturais

Resumo

As relações que se estabelecem entre a população autóctone portuguesa e os imigrantes e seus descendentes são profundamente influenciadas pelas narrativas construídas, e disseminadas ao longo de várias décadas, sobre o passado colonial. Os estereótipos veiculados estão enraizados na memória social dos portugueses, influenciando as relações interculturais. Tendo como objetivo a análise das perceções de jovens sobre as relações interculturais, desenvolvemos grupos focais com estudantes do ensino secundário, tendo procedido à visualização do filme Li ké Terra (2010) e à posterior discussão em grupo. Neste artigo articulamos os resultados dos grupos focais com a narrativa do filme. Os resultados demonstram a persistência de determinados estereótipos negativos sobre as populações descendentes de imigrantes africanos, indicando que a memória sobre o passado colonial influencia significativamente o imaginário e a identidade social dos jovens, contribuindo ainda para que estes percecionem os jovens negros nascidos em Portugal como imigrantes. Argumentamos que o cinema documental e a literacia fílmica podem ter um papel central na transformação reflexiva e crítica das auto e hetero-representações dos jovens, contribuindo para a descolonização do imaginário nacional.

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Biografia Autor

Isabel Macedo, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Portugal

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Publicado

2016-06-27

Como Citar

Macedo, I. (2016). Os jovens e o cinema português: a (des)colonização do imaginário?. Comunicação E Sociedade, 29, 271–289. https://doi.org/10.17231/comsoc.29(2016).2420