Produção, recepção e circulação do ‘novo’: um olhar sociológico sobre a invenção independente

  • Carolina Leite Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Braga
  • Silvana Mota-Ribeiro Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Braga
Palavras-chave: Invenção, inventores independentes, circulação do ‘novo’, recepção do ‘novo’, geo-sociologia da invenção

Resumo

A abordagem do campo da invenção independente é aqui orientada a partir de noções como inovação, desenvolvimento técnico e circulação e recepção do ‘novo’. Partindo de uma perspectiva geo-sociológica da invenção, destacamos os factores favoráveis à emergência desta e dos modelos de desenvolvimento técnico-económicos que caracterizaram diferentes sociedades nos diferentes continentes, desde que há notícia de grupos sedentarizados. A recepção social da invenção e, em geral, do ‘novo’ tem suscitado diferentes respostas, da resistência à indiferença, passando pela sacralização.Na actualidade, os inventores independentes constituem uma franja minoritária da produção técnico-científica, assistindo-se a uma progressiva institucionalização do processo inventivo. Assim, interrogamos as razões que levam os inventores a perseverar numa actividade que se desenvolve à margem de qualquer vínculo institucional. Tal desvinculação reflecte-se no discurso dos entrevistados que salientam a desvalorização social de que são alvo. Esta persistência leva-nos a interrogar os factores avançados pelos próprios como potenciadores do gosto pela invenção.

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Biografia do Autor

Carolina Leite, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Braga
CECS
Publicado
2012-12-21
Como Citar
Leite, C., & Mota-Ribeiro, S. (2012). Produção, recepção e circulação do ‘novo’: um olhar sociológico sobre a invenção independente. Comunicação E Sociedade, 6, 211-234. https://doi.org/10.17231/comsoc.6(2004).1236
Secção
Artigos temáticos