Dança e medialidade: para uma discussão ontológica e ética do corpo performativo

Né Barros

Resumo


A partir dos finais do século XIX podemos assistir a pelo menos duas grandes mudanças nos posicionamentos poéticos sobre a dança, introduzindo, assim, maiores desafios ao pensamento filosófico e estético sobre esta arte. A primeira mudança poderia ser identificada como rutura com um legado, uma rutura coincidente com todos os passos dados pela dança moderna ocidental e, em particular, pela americana. A segunda mudança poderia ser identificada com a expansão das fronteiras da dança, onde se inclui todo o processo de indefinição disciplinar e de género artístico. A rutura e a expansão são mudanças assinaláveis que também podem ser enquadradas num pensamento pós-metafisico. Este domínio expandido e inclusivo do outro pode ainda ser pensado através de uma techné que não se confunde com engenho ou mera capacidade do artífice, ou ainda como eros alienante, mas também como domínio da performatividade enquanto jogo de autorização e desautorização (autoria envolvida no confronto com o outro), tornando-se, por isso, terra de ninguém. Neste campo aberto e indefinido, o corpo dançante revela-se palco político e ético por excelência (performance) e espaço ontológico abrangente (performatividade). É este o âmbito da nossa discussão que encontra na medialidade o domínio comum destas duas abordagens à dança.

Palavras-chave


Corpo; discurso; medialidade; performatividade

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DOI: http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.31(2017).2604

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Revista Comunicação e Sociedade
ISSN 2183-3575 (online)
ISSN 1645-2089 (print)
Prefixo DOI: 10.17231