O rio como mediador – a recuperação de rios urbanos para criar novos espaços de mediação e de diálogo intercultural

Paul Chapman

Resumo


Num nível básico, a água é uma parte essencial da experiência humana. Na maioria das vezes, as cidades são fundadas onde existem rios. A água e os rios são uma importante metáfora na descrição, no registo e na celebração das narrativas históricas e pessoais. O título deste artigo inspira-se num conto de fadas persa, no qual uma princesa apaixonada, que precisava de saber que o homem pelo qual se tinha apaixonado era verdadeiro, falava com o rio e ouvia-o. A água, simbolizada pelo rio, é portadora da vida e uma ligação entre as pessoas. E, contudo, em muitas cidades os pequenos rios urbanos são vistos como um problema, algo vedado e ignorado. As cidades redescobriram a importância dos rios principais, mas os pequenos afluentes, os riachos e as ribeiras são cobertos, desviados ou escondidos. Contudo, não é preciso muito para alterar o foco. Os espaços públicos ribeirinhos oferecem um ponto de encontro natural e neutro para todos os membros da comunidade, nos quais o rio atua como um mediador físico e metafórico. Espaços desconhecidos e pouco queridos podem tornar-se parte das infraestruturas da cidade. E mais importante, os habitantes da cidade ganham um espaço de encontro que assim se torna conhecido e querido.

Palavras-chave


Urbanismo; rio; intercultural; construção de lugar

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DOI: http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.0(2019).3068

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Revista Comunicação e Sociedade
ISSN 2183-3575 (online)
ISSN 1645-2089 (print)
Prefixo DOI: 10.17231