O rio como mediador – a recuperação de rios urbanos para criar novos espaços de mediação e de diálogo intercultural

  • Paul Chapman CEU Consulting Ltd
Palavras-chave: Urbanismo, rio, intercultural, construção de lugar

Resumo

Num nível básico, a água é uma parte essencial da experiência humana. Na maioria das vezes, as cidades são fundadas onde existem rios. A água e os rios são uma importante metáfora na descrição, no registo e na celebração das narrativas históricas e pessoais. O título deste artigo inspira-se num conto de fadas persa, no qual uma princesa apaixonada, que precisava de saber que o homem pelo qual se tinha apaixonado era verdadeiro, falava com o rio e ouvia-o. A água, simbolizada pelo rio, é portadora da vida e uma ligação entre as pessoas. E, contudo, em muitas cidades os pequenos rios urbanos são vistos como um problema, algo vedado e ignorado. As cidades redescobriram a importância dos rios principais, mas os pequenos afluentes, os riachos e as ribeiras são cobertos, desviados ou escondidos. Contudo, não é preciso muito para alterar o foco. Os espaços públicos ribeirinhos oferecem um ponto de encontro natural e neutro para todos os membros da comunidade, nos quais o rio atua como um mediador físico e metafórico. Espaços desconhecidos e pouco queridos podem tornar-se parte das infraestruturas da cidade. E mais importante, os habitantes da cidade ganham um espaço de encontro que assim se torna conhecido e querido.

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Publicado
2019-05-28
Como Citar
Chapman, P. (2019). O rio como mediador – a recuperação de rios urbanos para criar novos espaços de mediação e de diálogo intercultural. Comunicação E Sociedade, 185-198. https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2019).3068