Valores Matriciais dos Códigos Deontológicos do Jornalismo no Mundo Lusófono
DOI:
https://doi.org/10.17231/comsoc.50(2026).6984Palavras-chave:
jornalismo, deontologia, códigos de ética, lusofonia, autorregulaçãoResumo
Neste artigo, examinamos os códigos deontológicos do jornalismo de oito países e uma região autónoma de língua portuguesa para perceber como os valores que guiam os jornalistas em direção a práticas éticas se assemelham, diferenciam e divergem entre si. Trata-se de perceber como evoluíram, ou não, as normas dos jornalistas de países que, nos últimos séculos, partilharam histórias, línguas e culturas, em resultado do passado colonial português, e que, desde 1996, fazem parte da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa. Os documentos analisados são os de referência em cada território, estão em língua portuguesa e aplicam-se a todos os jornalistas. A análise foi feita com apoio do software MAXQDA e procurou caraterizar os conteúdos dos códigos, os autores e as entidades que garantem a sua aplicação, bem como os valores matriciais. Observa-se que, apesar da multiplicidade das realidades locais, os códigos apresentam nítidas similaridades e, em alguns casos, alguma semelhança formal e de conteúdo com o código deontológico dos jornalistas portugueses. Em muitos casos, a começar pelo português, é notório o facto de as normas de autorregulação da profissão de jornalista estarem repercutidas em documentos legais, da heterorregulação, ou mesmo existirem com o respaldo do Estado. Há também exemplos de expressiva autonomia normativa, sinalizando caminhos distintos na evolução da autorregulação profissional dos jornalistas, como é o caso do Brasil, uma ex-colónia portuguesa com mais de 200 anos de independência.
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