Comunicação e Sociedade https://revistacomsoc.pt/ <p><em>Comunicação e Sociedade</em>&nbsp;é uma revista científica da área das Ciências da Comunicação, tendo&nbsp;Moisés de Lemos Martins&nbsp;por Diretor/Editor. Publicada desde 1999, esta revista tem um rigoroso sistema de arbitragem científica e é publicada duas vezes por ano. Aderiu ao sistema OJS em 2012 e publica textos em português e em inglês desde 2013. O conselho editorial da&nbsp;<em>Comunicação e Sociedade</em>&nbsp;integra reputados especialistas das Ciências da Comunicação de diversos pontos do mundo.</p> <p>A revista&nbsp;<em>Comunicação e Sociedade</em><strong>&nbsp;</strong>(e-ISSN 2183-3575/ ISSN 1645-2089) é uma publicação do&nbsp;<a title="Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade" href="http://www.cecs.uminho.pt/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a>&nbsp;do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).&nbsp;Está&nbsp;<a href="https://revistas.uminho.pt/index.php/revistacomsoc/indexacao">indexada em diferentes plataformas e bases de dados&nbsp;de revistas científicas</a>, tanto de âmbito nacional como internacional (SCOPUS, SCIELO, ERIH Plus, Avaliação Qualis Capes (B1), Latindex (Catálogo), MIAR (ICDS = 9.8), DOAJ, entre outros).</p> Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho pt-PT Comunicação e Sociedade 1645-2089 <p>Os autores, individuais ou coletivos, dos artigos publicados transferem para a&nbsp;<em>Comunicação e Sociedade</em>&nbsp;o exclusivo do direito de publicação sob qualquer forma.</p> Nota introdutória https://revistacomsoc.pt/article/view/2390 Fábio Ribeiro Ana Duarte Melo Nico Carpentier ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 9 14 10.17231/comsoc.36(2019).2390 Resgatar a participação: para uma crítica sobre o lado oculto do conceito https://revistacomsoc.pt/article/view/2341 <p>Este artigo regressa a uma teorização aprofundada sobre o conceito de participação, com o objetivo de refletir sobre a natureza da participação e demonstrar alguns dos problemas inerentes às publicações que distinguem entre formas de participação claras e escuras. O ponto de partida do artigo é uma discussão sobre três limites inscritos no conceito de participação. O primeiro limite leva-nos a uma discussão antiga sobre a natureza da participação, o foco no poder e o que é incluído e excluído nestas definições. O segundo limite do conceito de participação tem como tema uma série de distinções, nomeadamente aquelas entre participação, a sua condição de possibilidade (acesso e interação) e os seus resultados. O terceiro limite que (potencialmente) estrutura a participação é da imposição da cultura democrática. Em resposta a estes debates, o artigo apresenta uma abordagem mais positiva, focada no que foi ignorado por muito tempo, a saber, as razões pelas quais a participação é importante. Aqui, o artigo fornece uma reflexão estrutural sobre as contribuições para este número da revista e constrói um modelo teórico que consiste em associar estas três lógicas, a saber, uma lógica social, política e fantasmagórica, permitindo entender melhor as razões pelas quais a participação é importante.</p> Nico Carpentier Ana Duarte Melo Fábio Ribeiro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 17 35 10.17231/comsoc.36(2019).2341 Participação num ambiente datificado: questões sobre literacia de dados https://revistacomsoc.pt/article/view/2342 <p>No contexto político, entende-se por participação o envolvimento dos cidadãos na tomada de decisões, incluindo mecanismos para que as pessoas intervenham nas escolhas políticas e sociais, entre outras áreas de ação. Esses mecanismos são cruciais, pois a democracia depende da participação cívica na vida política. No entanto, na era do big data, a participação não é possível sem o acesso e controle de dados por parte das pessoas; isto é, os direitos civis tornam-se direitos digitais. Este artigo trata da literacia de dados como um filtro para a participação e do papel das pessoas comuns no ambiente e nos processos de datificação.<br>Como a participação num mundo datificado depende da capacidade das pessoas de entrar na contenda, questões sobre onde se estabelecem as linhas de separação entre especialistas e não especialistas (ou seja, cidadãos comuns) e se a intervenção na infraestrutura de dados requer um grau de literacia de dados para participação efetiva constituem uma discussão relevante para a prática e teoria do ativismo como uma forma de envolvimento político ou cívico. O envolvimento político é entendido aqui como uma ação coordenada voltada para a resolução de problemas, campanhas e assistência aos cidadãos. Ou seja, para resgatar a participação política num domínio de dados, é necessário um certo grau de capacitação. Partindo de uma taxonomia do envolvimento em data mining (Kennedy, 2016) e casos empíricos de mapeamento de crises (Gutierrez, 2018a, 2018b), este artigo teórico propõe conceptualizações para pensar sobre as implicações da participação na contemporaneidade.</p> Miren Gutiérrez ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 37 55 10.17231/comsoc.36(2019).2342 Para além dos obstáculos: experiências de consultas públicas e a possibilidade de ética e relevância na participação https://revistacomsoc.pt/article/view/2345 <p>O procedimento de consulta pública tem sido, cada vez mais, utilizado em projetos com impacto ambiental, supostamente como uma forma de assegurar que as preocupações e sugestões das pessoas e das comunidades interessadas e afetadas pelos projetos são tidas em conta. No entanto, esta forma de participação pública tem vindo a ser bastante criticada, por ser uma prática meramente simbólica e sem consequências concretas. Neste artigo, apresentamos um estudo focado no processo de consulta pública relativo ao projeto de construção de uma linha de muita alta tensão entre o Norte de Portugal e a Galiza (Espanha). Especificamente, analisamos discursos de cidadãos relativamente às barreiras à sua participação pública, bem como diversas recomendações para desenvolvimento de processos de consulta pública éticos e relevantes. A análise apresentada é baseada em entrevistas semiestruturadas a 26 pessoas e em cinco grupos focais (N=37) realizados em quatro localidades do Norte de Portugal. A partir dos discursos sobre as diversas experiências de participação, discutimos significados de ética e relevância nas questões de acesso, legitimidade e influência em processos de consulta pública.</p> Maria Fernandes-Jesus Eunice Castro Seixas Anabela Carvalho ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 57 80 10.17231/comsoc.36(2019).2345 O valor democrático da participação na política cultural sueca https://revistacomsoc.pt/article/view/2346 <p>Através da exploração da política cultural sueca, este artigo analisa o modo como a política legítima o apoio às artes e à cultura e a “participação” é importante para este processo, discutindo a forma como diferentes entendimentos da cultura e a participação se relacionam com as noções variáveis da governação democrática na cultura. O artigo discute de que modo um discurso abrangente de cultura considerado positivo e, por conseguinte, de interesse e responsabilidade para a política, pode ser entendido como dois discursos: 1) a cultura é positiva, pois promove coisas boas e 2) a cultura é positiva, pois evita coisas más. Estes dois discursos estão assentes em lógicas diferentes e determinam o conceito de participação de diferentes formas, contudo são construídos como se fossem compatíveis. O significado de governação democrática na cultura é também interpretado de forma diferente nos dois discursos – a proteção da autonomia, igualdade no acesso à cultura e participação como parte integrante são classificadas como democracia corporativista, ao passo que a garantia de sociedades sustentáveis em risco e a participação como igual possibilidade de influência são classificadas como democracia populista. Esta quebra no discurso é interpretada como sinal de redução da legitimidade de um discurso corporativista da democracia, no qual especialistas tiveram o poder de decidir o conteúdo da política cultural. Este artigo integra a discussão sobre o papel da participação e da democracia na política cultural.</p> Sofia Lindström Sol ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 81 99 10.17231/comsoc.36(2019).2346 Exercício de cidadania ativa e participação através dos média: um projeto comunitário focado em crianças do Pré-escolar e 1º Ciclo https://revistacomsoc.pt/article/view/2347 <p>O projeto “Educação para a cidadania digital e participação democrática” envolveu cerca de 200 crianças de Pré-escolar e 1º Ciclo, suas famílias, professoras e outros membros das comunidades escolar e educativa de Caneças, concelho de Odivelas, distrito de Lisboa. Assumindo como metodologia a investigação-ação, teve como objetivo central compreender em que medida uma ação concertada da escola, das famílias e da comunidade contribui para a preparação de crianças, dos três aos nove anos, para o exercício de uma cidadania digital ativa. Este artigo centra-se nas atividades de participação social das crianças, através dos média, tradicionais e digitais, envolvendo atividades marcadas pela transversalidade entre os contextos de aprendizagem formais, não-formais e informais. Os resultados mostram que a participação social das crianças através dos média aumentou, tendo evoluído paulatinamente, da produção de conteúdos de média tradicionais (jornal escolar) para a produção de conteúdos digitais (vídeo). Revelam ainda que um modelo de investigação-ação, efetivamente adaptado ao contexto e em função da prévia caracterização deste, é uma metodologia adequada ao desenvolvimento deste tipo de projetos. Mas o adequado desenvolvimento implica ainda apoio da direção da escola, apoio sustentado dos investigadores aos docentes e o desejável envolvimento de jornalistas e/ou outros profissionais de média.</p> Vítor Tomé Paula Lopes Bruno Reis Carlos Pedro Dias ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 101 120 10.17231/comsoc.36(2019).2347 A prática da participação mediada em comunidades marginalizadas na Indonésia https://revistacomsoc.pt/article/view/2348 <p>O tema da participação tem sido frequentemente questionado em termos de abrangência, nomeadamente quanto ao número de membros de uma determinada sociedade que têm voz enquanto coletivo. Este artigo, ao invés de avaliar o nível de igualdade entre atores, tenta identificar práticas correntes que contextualizem o processo de participação, tornando-a, desse modo, possível e limitada. Foram analisados dois casos de estudo que envolvem comunidades marginalizadas, durante um projeto de cinema participativo: uma comunidade de fiéis de uma religião tradicional (penghayat), em Elu Loda, e uma comunidade de pessoas com necessidades especiais, em Salam Rejo. Estas comunidades foram observadas durante a sua participação em oficinas de cinema, entre outubro de 2018 e fevereiro de 2019. Foram entrevistados 14 participantes, dois facilitadores e um representante do patrocinador do programa. Além disso, os participantes e alguns membros da comunidade que estiveram envolvidos no processo foram convidados a responder a um inquérito criado com o objetivo de pôr a descoberto as suas práticas comunicativas relacionadas com a narração de histórias (storytelling), registos fotográficos e reuniões comunitárias (Elu Loda n=49, Salam Rejo n=31). Estudámos o modo como as histórias pessoais circulavam entre esses grupos e como alguns indivíduos usavam o cinema como veículo de apresentação da sua versão das histórias, enquanto a sua forma coletiva de contar histórias permanecia desligada do workshop (oficina). Percebemos ainda que a cultura formata o modo como algumas pessoas se tornam mais visíveis do que outras e como estas desenvolvem competências para se evidenciarem, o que abriu a porta à sua participação. Por fim, descobrimos que a imersão dos participantes na sua cultura e comunidade afeta os aspetos que despertam mais o seu interesse e por que razão: o saber técnico da oficina e/ou o conteúdo.</p> Kurniawan Adi Saputro Bari Paramarta Islam ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 121 142 10.17231/comsoc.36(2019).2348 Participação e património cultural imaterial: o estudo de caso de “Tava, lugar de referência para o povo Guarani” https://revistacomsoc.pt/article/view/2349 <p>A categoria de património cultural imaterial (PCI), institucionalizada no início deste século por diversos países (no ano 2000, no caso do Brasil) e, a nível internacional, pela Unesco (2003), exige a participação dos grupos e comunidades detentores dos bens culturais na sua identificação, salvaguarda e manutenção. Devido ao carácter recente destas políticas patrimoniais, ainda existe um número reduzido de estudos que reflitam sobre os níveis e estratégias de participação utilizados no PCI. Mais recentemente, Rodney Harrison (2013) defendeu a importância de não só estudar a participação de humanos nos processos patrimoniais, mas também, nomeadamente, em contextos indígenas, de não humanos. Com o intuito de contribuir para estas discussões, o artigo descreve e analisa a patrimonialização das ruínas da Missão Jesuítico-Guarani de São Miguel, localizadas no estado brasileiro de Rio Grande do Sul, enquanto “Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani”. O processo durou uma década e encontrou inicialmente diversas resistências por parte dos Guarani. Contudo, o estabelecimento de relações de reciprocidade e de afinidade entre agentes indígenas e não indígenas, o reconhecimento das potencialidades políticas do PCI e a influência de aspetos de ordem espiritual, incluindo de não humanos, promoveram a participação dos Guarani, que demonstraram ser atores essenciais para a identificação e registo do bem cultural em 2014.</p> Rodrigo Lacerda ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 143 162 10.17231/comsoc.36(2019).2349 Plataformas online de participação cidadã: meta-síntese e avaliação crítica de seus impactos sociais e políticos https://revistacomsoc.pt/article/view/2350 <p>Com o desenvolvimento tecnológico e comunicacional dos últimos anos, as plataformas online começaram a ser criadas tanto por governantes quanto por setores da sociedade civil com a promessa de aumentar o engajamento civil. Apesar do entusiasmo das discussões sobre o tema em diferentes esferas, pouco se sabe sobre as reais possibilidades de participação online e sua efetividade no processo de tomada de decisão política. Este artigo propõe uma análise crítica sobre as iniciativas online de participação cidadã, suas características e consequências sociais e políticas. São realizadas duas revisões sistemáticas de literatura (RSL) sobre estudos de casos no mundo e no Brasil, usando a base de dados Web of Science, Scopus e DOAJ, entre 1995 e 2015. Os resultados das duas RSL são comparados e 179 plataformas são classificadas de acordo com o novo modelo de análise proposto, mensurando a participação política e o impacto decisório de cada plataforma online estudada. Os principais resultados sugerem um crescimento significativo de plataformas de participação no Brasil e mundo, porém com efeitos mais retóricos do que práticos: a maioria das iniciativas são promovidas por portais de governo eletrônico no modelo descendente, com pouca ou nenhuma influência no processo decisório real. Conclui-se que o poder – e não a tecnologia – é o principal entrave para a efetiva participação cidadã online, cujas barreiras são cultivadas por uma elite política tradicional pouco interessada na construção de uma democracia transparente, inclusiva e colaborativa. Sugere-se uma nova agenda de pesquisa voltada para a elaboração de indicadores de transparência das informações públicas, o desenvolvimento de métodos para a mensuração do impacto social e político das iniciativas governamentais e o investimento em pesquisas empíricas sobre iniciativas da sociedade civil que possam revelar soluções para os problemas, os efeitos colaterais e as contradições inerentes à participação política online.</p> Rose Marie Santini Hanna Carvalho ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 163 182 10.17231/comsoc.36(2019).2350 Participação efetiva com recurso a narrativas negociadas https://revistacomsoc.pt/article/view/2351 <p>Este artigo analisa o projeto “Red Branch Heroes”, um protótipo interativo e transmédia, lançado na Irlanda do Norte. Este projeto de investigação ação analisa as técnicas de escrita que podem ser utilizadas para promover uma participação eficaz. O artigo sugere uma forma de participação que reconhece os equilíbrios de poder que existem entre o autor e as audiências em narrativas digitais. Defende uma série de técnicas que promovem uma maior partilha desse poder, para que essas posições de poder sejam desafiadas. Mas também defende o papel do autor como o de um condutor ou orquestrador, papel este que é definido por um processo de negociação. Tal processo resulta numa “narrativa negociada”.</p> Anna Zaluczkowska ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 183 206 10.17231/comsoc.36(2019).2351 A participação enquanto talismã: uma reflexão metafórica e teórica sobre a conceptualização da participação https://revistacomsoc.pt/article/view/2352 <p>Ainda que a participação tenha sido uma palavra chave para muitas áreas de investigação no âmbito da investigação no âmbito da Comunicação e dos Média, não existe ainda um consenso sobre a sua definição. A coexistência inevitável entre diferentes abordagens ao conceito tem travado o desenvolvimento de uma estrutura teórica única. No entanto, os esforços para conceptualizar a participação e para compreender as crescentes práticas participativas nos/através dos média, nos últimos anos, têm alimentado a área da comunicação e cultura participativas com ideias elucidativas que servem de denominadores comuns para investigações futuras. A maior parte dessas ideias, embora aparentemente contraditórias, seguem padrões e interesses semelhantes que poderiam conduzir a um entendimento partilhado acerca do que é ou deveria ser a participação. Este artigo tenta contribuir para o resgate da participação, ao rever, do ponto de vista teórico, o seu aparato conceptual no campo da investigação em Comunicação e Média, e ao introduzir a ideia de que a participação pode ser conceptualizada através da metáfora do talismã. À semelhança de Lakoff e Johnson (1980), este artigo defende que o modo como conceptualizamos os fenómenos influencia a forma como percebemos as nossas práticas. Se assumirmos que resgatar significa salvar de um perigo ou mal, deveríamos reclamar um entendimento da participação como um poderoso amuleto. Nesse sentido, a revisão teórica das conceptualizações da participação no campo da investigação em Comunicação e Média que este artigo oferece irá defender que a participação poderá, pelo menos parcialmente, ser estruturada, percebida, definida e usada como um talismã. Mais especificamente, o texto irá discutir quatro aspetos que estruturam este conceito metafórico: a participação como uma fantasia, a autenticidade da participação, o ritual da participação e o seu valor (estético).</p> Ignacio Bergillos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2019-12-20 2019-12-20 36 207 221 10.17231/comsoc.36(2019).2352